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segunda-feira, 28 de março de 2011

Por que tudo é tão caro no Brasil?


Como em qualquer situação complexa, há vários motivos. Mas os três principais são: impostos, impostos e mais impostos

Época - 22/05/2010 - 02:30 - ATUALIZADO EM 24/05/2010 - 15:28

O publicitário Eduardo Lopes, de 27 anos, trabalhou duro para realizar um de seus sonhos de consumo: comprar um Corolla 2.0, automático, zero-quilômetro, de R$ 75 mil. Há um mês, ele trocou seu Fiat Idea, comprado em 2008, pelo sedã da Toyota, o carro mais vendido no mundo, em uma concessionária de Goiânia, onde mora. Deu de entrada seu Idea, avaliado em R$ 32 mil, e pagou R$ 43 mil à vista. Para comprar um carro que custa 15 vezes sua renda média mensal, de R$ 5 mil, Lopes usou uma poupança de R$ 25 mil, formada durante dois anos à base de economias e alguns trabalhos extras. “Eu poderia partir para um carro popular, que é bem mais barato, mas gosto de conforto e acho que mereço”, diz.

Em comparação com o preço cobrado pelo Corolla em outros países, Lopes pagou uma pequena fortuna. De 13 países pesquisados por ÉPOCA, o Brasil é onde ele custa mais caro (leia o quadro abaixo). Nos Estados Unidos, ele é vendido por R$ 32.800 (US$ 19 mil), menos da metade do preço daqui. Na China, por R$ 37.100. No México, por R$ 37.200. Na Alemanha, por R$ 50.700. O preço médio dos 13 países é de R$ 45.800, 60% do preço nacional. A diferença, de quase R$ 30 mil, poderia ter servido para Lopes fazer uma série de outros gastos – ou poupar mais.

O caso de Lopes e seu Corolla não é isolado. ÉPOCA pesquisou os preços de outros 16 produtos lá fora. Em 12 deles, os preços brasileiros ficaram acima da média internacional. Um litro de gasolina custa em torno de R$ 2,70 aqui, em comparação a uma média no exterior de R$ 2,25 – 17% a menos. Uma geladeira de 320 litros custa cerca de R$ 1.600; lá fora, a média é de R$ 941. Os únicos produtos em que os preços no Brasil são menores que a média internacional são uma caneta Bic tradicional, uma lata de Coca-Cola, um livro e um maço de Marlboro (o cigarro, sobretaxado nos países desenvolvidos por causa dos prejuízos à saúde, custa aqui 30% menos que no exterior).

Isso explica a volúpia com que os turistas brasileiros vão às compras quando viajam para o exterior. Segundo dados da Secretaria de Turismo dos Estados Unidos, os turistas que mais gastaram dinheiro no país em 2009 foram os brasileiros – US$ 4.800 per capita. Ficaram à frente de australianos e japoneses, conhecidos como os maiores gastadores do mundo. De acordo com o empresário gaúcho Henri Chazan, de 40 anos, presidente do Instituto da Liberdade, uma entidade voltada para a defesa da livre-iniciativa e dos direitos individuais, é possível pagar a passagem, de cerca de US$ 1.000 (R$ 1.800) só com a diferença entre os preços nos Estados Unidos e no Brasil. Chazan calcula que quem comprar seis camisas da griffe Tommy Hilfiger, quatro calças de sarja e dois tênis recém-lançados no mercado consegue tirar a passagem praticamente de graça. Lá, segundo ele, as camisas custam R$ 45 (US$ 25) num outlet perto de Miami. Aqui, R$ 150. As calças saem por R$ 55 (US$ 30) lá e por R$ 150 aqui. Os dois tênis custam R$ 300 lá e R$ 1.000 aqui. Some tudo: R$ 1.700 a menos. Chazan diz que recentemente ele e sua mulher compraram um carrinho de bebê Peg-Pérego Pliko P3 em Miami por R$ 410 (US$ 229). No Brasil, ele custa R$ 1.100, quase o triplo. “Como sou pobre, só compro nos Estados Unidos”, brinca. “Não é consumismo. É que lá é mais barato e o produto é melhor.”







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quinta-feira, 17 de março de 2011

Prefeito de Brejo Grande estaria recebendo 30% por contrato fraudado




            Em cumprimento a dez mandados judiciais, policiais federais de Sergipe realizaram a operação “Olhos de Águia”, visitando residências e escritórios das cidades de Aracaju, Nossa Senhora do Socorro e Brejo Grande para apreender documentos e computadores que continham informações sobre um suposto esquema de fraude em licitações. O crime estaria ocorrendo na prefeitura de Brejo Grande e contaria, segundo a PF, com a participação do prefeito do município, Carlos Augusto Ferreira (PSB), que estaria recebendo 30% do valor das obras como propina por facilitar a suposta fraude. A polícia ainda vai investigar o valor total que o administrador da cidade teria recebido, que pode chegar a R$ 550 mil.
            Em coletiva à imprensa, os delegados federais Carlos César Pereira de Melo, da Delegacia de Combate aos Crimes Fazendários, e Márcio Alberto Gomes Silva detalharam a investigação, que iniciou há cerca de dois meses. Segundo Carlos César, em 28 de janeiro deste ano, a PF recebeu a informação sobre o suposto esquema de fraude em licitações no município de Brejo Grande, iniciando uma investigação. “Durante esse período nós conseguimos identificar um esquema composto de fraudes em licitações que envolve, pelo indício que nós temos, tanto as empresas como também servidores públicos e o próprio prefeito”, diz.


VEJA MAIS INFORMAÇÕES EM:
CorreiodeSergipe

sexta-feira, 4 de março de 2011

Reflexões sobre a Democracia representativa

Vivemos numa democracia representativa, o que significa dizer em linguagem clara que o poder que pertence ao povo é delegado a representantes. Pensando sobre o que é representação me indago eles realmente nos representam? se sua resposta for sim, temos logo um problema, pois, eles roubam, mentem, matam e tantas outras ilegalidades no seu nome e você afirmando que eles te representam você está deixando claro que é em seu nome que eles fazem.
Cuidado, seu voto é uma procuração, nesta você dá o direito a alguém de agir por você, de responder por seus interesses, e procuração não pode ser dada a qualquer um. Imagine que seu voto dá liberdade a alguém para substitui-lo nas mais variadas ocasiões.
A democracia nasceu em Atenas (Grécia), lá os cidadãos em assembléia popular discursavam e votavam, com o crescimento das cidades e o aumento demografico ficou impossível fazer assembléias entre todos, aí nasce deputados e senadores (lógicamente é mais complexo que isso, mas não é nosso interesse falar sobre isso).
Se sua resposta for não, ou seja, se você não considera eles seus representantes, faça como eu vote nulo! não dê procurações por aí sem saber o que faram em seu nome. Imagine se você passa uma procuração a um amigo e ele tira todo o seu dinheiro do banco, ou ele vende seus bens e foge com o dinheiro, agora imagine que os políticos fazm isso todos os dias.
Você permite que ele te roube. Então ache alguém digno de confiança e vote, ou vote nulo e diga não a essa robalheira desgraçada que acaba com nossas vidas.